segunda-feira, 3 de agosto de 2009

DESENVOLVIMENTO MORAL

Sempre fica um pouco de perfume nas mãos que oferecem flores!!!!!!!!!!!

Nos 24 anos que leciono, me deparo quase todos os dias, com atitudes violentas de alunos e, tenho a impressão que os mesmos consideram natural estas práticas. Porém, sempre sou intermediária nas situações e, comento que não devemos agir com mais violência.
A violência não é manifestada só por atos físicos, como: chutes, socos, tapas,... Também há os apelidos e os palavrões. Sou muito de argumentar nestes momentos, falando e perguntando sobre tais atitudes, fazendo-os refletir sobre tal comportamento... Onde vamos chegar? ... O que resolve?
No possível, falo particularmente com os alunos envolvidos, fazendo-os refletir muito. Já são tantas as situações nestes 24 anos!
Na sala de aula temos um quadro descrito os direitos e deveres do aluno e, sempre que possível lemos as regras. Foram os próprios alunos que fizeram as regras. Também converso muito com os alunos sobre a responsabilidade de todos em aceitar as regras, sendo assim a aula se desenvolve na forma tranqüila, com respeito e cooperação.
Acredito que o desenvolvimento moral é uma construção diária.
É preciso estimular e ou provocar os alunos, no sentido de tentar equilibrar a experimentação com a reflexão em comum. Também é preciso respeitar o processo de desenvolvimento moral, não achando mais, certos comportamentos como violentos, mas como característicos de uma determinada fase de construção da autonomia da criança, para que o sentimento de justiça se desenvolva, sem atos de selvageria, mas sempre incentivando o respeito mútuo e a solidariedade entre todos.
Nós, professores, precisamos colaborar no processo de desenvolvimento dos alunos, tanto no ponto de vista moral como racional, como nos coloca Piaget. E par Piaget (1994)”...o adulto deve ser um colaborador e não um mestre, do duplo ponto de vista moral e racional (...) realizemos na escola um meio tal que a experimentação individual e a reflexão em comum se chamem uma a outra e se equilibrem.” (p.300)

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