PARTE B
Uma atividade significativa, para mim, fora o filme e as respectivas atividades propostas no portfólio – Parte A. Pois, ao olhar o filme, “Entre os muros da escola”, pude, numa visão geral, relembrar estudos de algumas leituras, atividades e práticas que fiz e, que foram muito importantes, neste primeiro semestre de 2009. Evidentemente, não vou contrariar o que coloquei na parte A, do portfólio, no qual afirmo que a atividade mais significativa, para mim, fora a leitura e respostas às perguntas do texto: “Educação após Auschwitz.” Porém, explico-me: as duas atividades, o filme e o texto com as atividades propostas em ambos, serviram para minha maior reflexão, para compreensão da “ligação” entre as interdisciplinas, e ajudaram a repensar minha prática. Também, não posso deixar de dar relevância aos demais textos que li, pois contribuíram na construção de meu conhecimento e muito enriqueceram minha vida tanto profissional quanto pessoal.
Aqui, segue o texto que fiz referente às perguntas, da interdisciplina de Filosofia: Ensaio de Adorno.
O que predispôs os indivíduos, segundo o texto, a aceitarem o nazismo e a barbárie são os sujeitos que estão desprovidos de consciência e carentes de reflexão sobre si mesmos, virtudes estas adquiridas com a educação. Conforme mostra a psicologia profunda, os caracteres dos sujeitos, em geral, já se formam na primeira infância. Sujeitos predispostos a aceitarem o nazismo e a barbárie, com certeza, apresentam “traumas” que são decorrentes da sua primeira trajetória de vida. É preciso promover a formação de sujeitos com autonomia. Sujeitos com autonomia, são também providos da força para a reflexão, para a autodeterminação e para a não participação nos crimes. Também é preciso dar atenção maior à educação infantil, sobretudo na primeira infância e, depois com muito esclarecimento ir promovendo, entre os sujeitos, a auto-reflexão crítica, criando um clima espiritual, cultural e social, tudo isto para a formação de uma identidade saudável. Não podemos esquecer da sobrevivência, na capacidade de amar. O amor não por coisas materiais, mas pelo ser humano. O amor não deve dar lugar à frieza.
A EDUCAÇÃO DEVE CONTRIBUIR, PORTANTO, PARA O PROCESSO DE FORMAÇÃO E EMANCIPAÇÃO DO SUJEITO, EM OUTRAS PALAVRAS, CONTRIBUINDO PARA CRIAR CONDIÇÕES EM QUE OS INDIVÍDUOS, SOCIALMENTE, CONQUISTEM A AUTONOMIA.”
Voltando ao assunto, o filme trouxe à tona análises bem importantes da realidade que vivo em sala de aula; também tive suportes teóricos para tratar desta (a realidade) em muitos textos que li, e que faço, resumidamente, alguns relatos aqui.
Destaco, novamente, que meu mais significativo aprendizado é o texto: “Educação após Auschwitz”, que para mim, tem principal importância, pois me faz refletir constantemente. Assim, firmo ainda mais minha proposta de promover a educação às gerações futuras. A educação constrói a autonomia dos sujeitos, estes que serão providos da força para reflexão, para a autodeterminação e para a não participação nos crimes. A educação para a formação de uma identidade saudável e de um cidadão predisposto à reflexão crítica.
Cito aqui contribuições que considero importantes visto que tratam da forma de assegurar o NÃO preconceito, de qualquer espécie.
Afirma Marilene Leal Paré, (Auto-Imagem e Auto-Estima na Criança Negra: um Olhar sobre o seu Desenvolvimento Escolar) os atos discriminatórios diminuem a auto-estima e inibem o pleno desenvolvimento cognitivo. Através do método fenomenológico, a autora do texto mergulhou na busca da compreensão do significado dos sentimentos manifestados por um grupo d alunos que foram por ela entrevistados e, através de textos literários, oriundos destes questionamentos, foi surgindo dimensões que a própria fora agrupando em torno de conteúdos significativos: As essências e as 9 Dimensões. Outra contribuição, da autora, foi a colocação da importância de um planejamento de um currículo no qual esteja presente o esquema de pensamento de origem africana. Na minha prática, meus alunos estão melhorando a convivência entre si, numa busca maior pelo respeito mútuo, no conflito entre tantas identidades diferentes.
Também foi muito importante as colocações do texto de Jaqueline Santos Picetti (Significações de Violência na Escola: equívocos da compreensão dos processos de
desenvolvimento moral na criança). Neste, a autora coloca a importância do desenvolvimento moral, baseado em estudos de Piaget. Não bastasse, procurei mais leitura sobre o assunto e, segundo Piaget:
(1994)”...o adulto deve ser um colaborador e não um mestre, do duplo ponto de vista moral e racional (...) realizemos na escola um meio tal que a experimentação individual e a reflexão em comum se chamem uma a outra e se equilibrem.” (p.300)
Na interdisciplina Educação de Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais foi muito interessante aprender sobre o histórico da Educação Inclusiva, no Brasil, e com os textos lidos pude participar dos Fóruns e opinar. Acredito que as leis são sábias, mas a prática está muito longe das verdadeiras intenções. Asseguro que o que precisamos é viver a igualdade na equidade, visto que somos diferentes porque somos únicos, porém é preciso garantir a todos os direitos iguais.
Com certeza, as colocações acima são sucintas e essenciais, mas entre outras, fizeram aumentar meu conhecimento da complexidade do que é o ser humano e, qual sua condição básica de vida na plenitude: A Educação.
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